sexta-feira, 28 de junho de 2013

O povo Brasileiro é um TROCHA

Aposentadoria só para quem joga futebol

"Depois eles, cinicamente, dizem que não estão compreendendo os motivos e as razões das atuais manifestações"
A lei "GERAL DA COPA DO MUNDO", sancionada pela Presidente Dilma concede a 3 seleções e seus respectivos jogadores, um premio de R$ 100.000,00 + uma aposentadoria vitalícia pelo teto do INSS. Em caso de falecimento dos jogadores os sucessores serão os beneficiados !!!!  Ouçam a reportagem... e encaminhe este e-mail aos seus amigos.

Faça rodar!!!!
A presidente Dilma fazendo caridade com o meu, o seu, o nosso dinheiro da previdência. Por favor, repasse, o Brasil todo precisa saber...

terça-feira, 25 de junho de 2013

Dilma e Lula - Só enganação. O povo massa de manobra.

Assistam e compartilhem. 

Neste vídeo veremos a covardia, o cinismo e o mau-caratismo do senhor Luiz Inácio Lula da Silva e da atual presidente do Brasil a senhora Dilma Rousseff.

Para eles, o povo e simplesmente imbecil, massa de manobra, carente e sem memória. O povo nas ruas tem demonstrado exatamente o contrário do que eles pensam. 

Eles e os demais que pensavam iguais; agora vão ter que rebolar para continuarem no poder.

Saudações socioambientais
Gilvoneick Souza

sábado, 22 de junho de 2013

Fora Dilma!!! Fora PT!!!

O Próximo passo para além da manifestação de descontentamento
Peço-lhes que vejam esse vídeo todinho, com muita atenção. Ele mostra o que a Islândia fez quando passou por uma crise semelhante em muitos pontos a que estamos vivendo.

Os problemas são apresentados, porém eles (o povo) comentam as soluções que desenvolveram e que estão funcionando.

Eu, pessoalmente,  adorei o que foi dito sobre a natureza e seu direito.

Este vídeo é longo, mas pode nos ajudar a continuar o que foi iniciado estes últimos dias. Não podemos perder esta chance de termos um pais melhor, mais justo. Divulgue-o também.

Quem sabe se um grupo não fica estimulado a fazer a mesma coisa?

Saudações socioambientais
Gilvoneick Souza

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Tem peixe grande na rede, parece que é robalo.
Ministro da Pesca, além de ser permissivo com grande esquema de fraudes, está sob suspeita,  juntamente com as colônias de pescadores, de desvio de dinheiro público.
A frente do Ministério da Pesca há um ano, o bispo da Universal Marcelo Crivella (PRB) é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de diversas fraudes no programa ‘Bolsa Pesca’ com a participação de líderes sindicais, além de desviar dinheiro público para projetos sociais particulares.  

De acordo com o último acórdão do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o tema, uma nova auditoria foi determinada nas contas do Ministério da Pesca. Pela última auditoria realizada no Registro Geral da Pesca, o número de inscritos pulou de 85.018 em 2003, para mais de um milhão no ano de 2012. Crescimento de1.125%. 

Ministério Público Federal investiga esquema nos Estados 

Os estados que estão sendo investigados são Pará, Maranhão, Bahia, Amazonas e Piauí (estados que mais recebem recursos governamentais do seguro-defeso) o MPF instaurou inquéritos para apurar o suposto esquema e concluir se há uma permissividade no Ministério da Pesca com a situação. 

Como funciona a fraude do seguro defeso ou bolsa pesca 

“Contratar falsos pescadores para receberem seguro defeso é crime”  

As colônias de pescadores preparam toda a documentação para a pessoa obter o registro de pescador e consequentemente ter direito ao benefício do seguro-defeso, mas em verdade, tais pessoas funcionam apenas como ‘laranjas’. Existem diversos casos dos beneficiados exercerem outras atividades totalmente oposta à pesca e receberem o seguro.  

Este é um esquema que antecede à Crivella, quando ainda dependia da fiscalização do Ministério do Trabalho, mas que recebeu a conivência do ministro. A grande maioria dos presidentes de colônias de pescadores quando não são candidatos a cargos eletivos, são ligados a um determinado politico ou grupo. Usam os benefícios como moeda de troca de votos ou favores. (Veja aqui


Bahia  

A Bahia é um dos estados que está sob investigação do MP e em Ilhéus, Sul da Bahia, existem duas colônias de pescadores a Z-34 e Z-19, uma aberração que não pode existir por que como a colônia é equivalente a um sindicato, haver duas colônias para a mesma classe fere a unicidade sindical. Os presidentes se perpetuam no cargo por meio da manipulação. As duas colônias juntas tem mais de (8) oito mil cadastrados entre pescadores artesanais e marisqueiras e o mais agravante é que todo marisco que é comercializado em Ilhéus vem de outros municípios a exemplo de Canavieiras, Belmonte, Camamu, Barra Grande e até Sergipe. Os manguezais do município há muitos anos não mais produz como fornecer seguro desemprega a mais de (3) mil marisqueiras?  

No Piauí (estado que já recebeu cerca de R$ 178,9 milhões do seguro-defeso), por exemplo, o procurador da República Leonardo Carvalho Cavalcante de Oliveira investiga se o presidente de uma colônia estaria cadastrando falsos pescadores: - Infelizmente, é uma prática que se faz recorrente.  

No Amazonas, que já recebeu aproximadamente R$ 396 milhões do programa federal, ao menos 50 cidades, a exemplo de Ilhéus na Bahia, teriam 2 colônias, o que segundo a procuradora do Trabalho no estado Fabíola Bessa Salmito Lima é proibido:- A colônia é equivalente a um sindicato, logo haver duas colônias para a mesma classe fere a unicidade sindical. Fomos apurar e vimos que a segunda colônia tem esse propósito.  

No Maranhão os políticos são investigados também, o Estado já recebeu R$ 672,7 milhões do benefício federal. E a colônia dos pescadores seria, mais uma vez, instrumento para isso. - Políticos colocam, em colônias, não pescadores que conseguem o registro para receber o seguro-defeso. Em troca, eles elegem diretorias de colônias que apoiam esses políticos, diz Anya Gadelha (procuradora do Trabalho no estado maranhense). 

No Pará, estado que mais recebe recursos do programa, o Ministério Público Federal instaurou 25 ações judiciais e 86 investigações desde 2012, ano em que Crivella assumiu a pasta do ministério O Ministério da Pesca e colônias sob suspeita  

Segundo o MPF, a aproximação do ministro com o presidente da CNPA (Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores) – Abrãao Lincoln – se mostra como ‘suspeita’, uma vez que no último dia 20, Lincoln tornou-se também, presidente do Partido Republicano Brasileiro (partido de Crivella) no Rio Grande do Norte, festividade que aconteceu com ‘incentivos’ diretos de Crivella. No que diz ás acusações de maneiras mais objetivas, o MPF informou que investiga irregularidades no programa federal Bolsa Pesca na ordem de R$ 1,6 bilhão. 

Ministro da Pesca, Marcelo Crivella, é suspeito de desviar dinheiro para seu projeto social Além das fraudes do programa governamental, Crivella ainda é acusado de ter desviado dinheiro público do Ministério da Pesca para o projeto social do qual faz frente, o denominado ‘Cimento Social’ onde oferece moradia ás populações de baixa renda. 

No mesmo anzol   

Uma operação da Polícia Federal, no Pará, prendeu 38 pessoas acusadas de fraudar o Seguro Defeso, pago a pescadores que não podem trabalhar durante o período de reprodução dos peixes. Entre os detidos estão servidores públicos. A fraude já pode ter custado R$ 18 milhões aos cofres públicos. 

Segundo as investigações, a maioria das irregularidades na concessão do Seguro Defeso aconteceu em Salvaterra. A polícia identificou 13 mil cadastros de pescadores que estariam aptos a receber o benefício em uma cidade de apenas 20 mil habitantes. As investigações também apontaram outras ilegalidades.  

O Seguro Defeso é destinado apenas para quem tem a pesca artesanal como única fonte de renda, mas, segundo a polícia, no município de Salvaterra 78 servidores da prefeitura recebiam o beneficio.  

“Toda organização criminosa, além de bem estruturada, tem infiltração dentro do serviço público. Então, nós podemos afirmar que a fraude não seria possível se não houvesse a colaboração de alguns servidores”, diz Ualame.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

domingo, 16 de junho de 2013

Resposta ao vídeo de Arnaldo Jabor contra as manifestações em relação ao aumento das passagens do transporte público.
Cientistas caribenhos alertam para catástrofe climática

O Caribe não pode se dar o luxo de demorar para agir contra a mudança climática. Na verdade, está à beira de uma catástrofe, alertou o cientista jamaicano Conrad Douglas. O especialista, que publicou mais de 350 informes sobre manejo ambiental e assuntos relacionados, destacou que a região necessita de “ação urgente em todos os níveis”. Douglas também chamou a atenção para o fato de a presença de dióxido de carbono na atmosfera estar chegando a um ponto limite.

“Há 445 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono, ou seja, apenas cinco ppm abaixo do limite que foi projetado como catastrófico para o mundo”, afirmou à IPS. Como a cada ano são acrescidos 2,5 ppm à atmosfera, o cientista alertou que no prazo de dois anos a Terra chegará a um ponto decisivo, no qual eventos climáticos ainda mais catastróficos poderão afetar a população mundial. “Chegamos a uma situação em que todo o planeta enfrenta uma situação precária. Nos dirigimos para um momento perigoso da Terra”, afirmou.

O ano passado foi o mais quente da história recente, com as maiores temperaturas desde que começaram a ser registradas, em 1895. “Ainda lembramos do furacão Sandy e da destruição que causou em nossa região e na costa oriental dos Estados Unidos”, argumentou Douglas, apontando que muitas áreas afetadas ainda não se recuperaram.

Outro cientista especializado em clima, John Crowley, destacou que o ciclo do nitrogênio no planeta está gravemente desequilibrado pelo uso excessivo de fertilizantes não orgânicos. Ele disse à IPS que “isso, de acordo com especialistas, tem consequências catastróficas e potencialmente irreversíveis, que forçam a repensar os sistemas agrícolas, incluindo o uso de fertilizantes”.

Estes dois cientistas participaram da reunião de especialistas sobre formulação de políticas ambientais, nos dias 15 e 16 deste mês, realizada nesta cidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). “Em 2011, quando pela primeira vez analisamos esses temas, ficou claro que o conhecimento sobre a mudança climática no Caribe era insuficiente”, pontuou Crowley, também representante da UNESCO.

Em 2009, um grupo de artistas jamaicanos lançou uma campanha de educação nacional sobre mudança climática. Foi parte de um projeto implementando pela Panos Caribbean, organização regional que ajuda jornalistas a cobrirem temas de desenvolvimento sustentável, e pelo Comitê Nacional de Educação sobre Meio Ambiente. Os artistas produziram um pacote de informação destinado a educar o público jamaicano, que inclui um CD com músicas sobre o aquecimento global, com um tema principal intitulado Mudança Climática e um videoclipe.

“Creio que finalmente despertamos para a urgência da situação e que colocamos à prova e excedemos a capacidade do planeta de absorver e assimilar os contaminantes que criamos e descarregamos”, opinou Douglas. “O que precisamos agora é, nada menos, de algo como um Projeto Manhattan, mas para resgatar a Terra”, acrescentou.
Marcus Natta, analista de projetos do Ministério de Desenvolvimento Sustentável de São Cristóvão e Neves, disse à IPS que a reunião foi muito oportuna. “O importante desta conferência em particular é que se concentrou na ação. Creio que, ao contrário de muitos outros encontros, se desta vez realmente pudermos concretizar a ação em seguida ao planejamento conseguiremos um grande êxito”, destacou.

A pequena Ilha de Neves é considerada um dos poucos paraísos da Terra que permanecem intactos e uma das maravilhas do Caribe. Douglas espera que as ações acordadas na reunião sirvam para preservá-la. “Esperamos que, no contexto que enfrentamos hoje, se possa preservar sua beleza e seu encanto por muito tempo, enquanto realizamos ações sábias para proteger o habitat da humanidade e de todas as criaturas viventes”, afirmou o cientista aos seus colegas.

“Temos que proteger a nós mesmos. São nossas atitudes, nossos valores e nosso fracasso em mudar nosso comportamento que nos levaram a este ponto crítico”, alertou Douglas. Além disso, afirmou que a humanidade vai por um caminho que “ameaça nos afundar em um ciclo perpétuo de pobreza e miséria”.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O problema do Movimento Anti-Corrupção
Nada pode ser mais vazio do que ser “contra a corrupção”.

O que quer dizer isso, afinal? Existe alguém pró-corrupção? Que ações práticas isso implica – além da pura retórica vazia? O que um pretenso político anti-corrupção vai fazer que já não seria sua mais reles obrigação? Por que não fazermos também uma campanha para que nossos políticos não atropelem criancinhas na faixa de pedestres? Faria sentido isso?

Nada pode ser mais vazio e demagógico do que se colocar fortemente em defesa de algo… que ninguém é contra!

Faz sentido uma marcha pela descriminalização da maconha… porque existem de fato pessoas e grupos e movimentos que são a favor da maconha continuar proibida. (E vice-versa.)

Faz sentido um político fazer campanha com uma plataforma de trazer mais religião ao Congresso… porque existem de fato pessoas e grupos e movimentos que acham que o Estado deve ser mais laico (e vice-versa.).

Você pode até discordar desses objetivos, mas são objetivos políticos válidos dentro da arena da vida pública.

Não faz sentido ser “a favor da vida” porque não existe ninguém contra a vida. Não faz sentido fazer a “defesa da família” porque não existe ninguém anti-família. São ambos rótulos vazios.

Nos dois casos acima, entretanto, apenas os rótulos são vazios, mas a luta política é real e válida. Ambos os lados sabem bem pelo que estão lutando e não se deixam enganar pela própria retórica.

Quem se diz “a favor da vida” não está defendendo o conceito abstrato de “vida” contra os malvados membros do lobby pró-morte, mas sim lutando para restringir o direito ao aborto contra opositores que acham que o direito ao aborto deve ser mais amplo. Ninguém está lutando nem contra a vida nem a favor dela.

Quem se diz “pró-família” não está defendendo o conceito abstrato de família contra os malvados membros do lobby “pela destruição da família”, mas sim lutando para restringir os direitos civis dos homossexuais contra opositores que acham que esses direitos devem ser mais amplos. Ninguém está lutando nem contra a família nem a favor dela.

(O fato de ambos os grupos acima usarem nomes de fantasia, marqueteiros e vazios, que soam bonito mas que não têm necessariamente nada a ver com seus verdadeiros objetivos políticos só demonstra que sabem que esses objetivos – restringir direitos de gays e mulheres – estão cada vez mais impalatáveis).


Leia na íntegra: http://goo.gl/vIRgV

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Falta de saneamento básico e de mata ciliar ameaça rios
Carolina Gonçalves 
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – Milhões de reais destinados à despoluição de rios nas cidades poderiam ser economizados se os governos tivessem investido efetivamente no tratamento de esgoto e a sociedade brasileira mudasse padrões culturais, na avaliação da bióloga Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.

O alerta será uma das bandeiras do Encontro Nacional pela Mata Atlântica, conhecido como Viva a Mata, que ocorrerá às vésperas do Dia Nacional da Mata Atlântica, em 27 de maio. As palestras e debates da nona edição do evento, organizado para sensibilizar as pessoas sobre a importância da floresta, terão como foco os direitos e deveres ambientais no país.

O encontro começa hoje (24) na Marquise do Parque Ibirapuera, em São Paulo, com atividades também no Museu de Arte Moderna (MAM). Na abertura do evento, que termina domingo (26), será lançada campanha pelo cumprimento do Código Florestal.

Para Malu Ribeiro, a situação das bacias e rios do bioma deve entrar nas discussões. A partir de dados do governo, a bióloga disse que a falta de saneamento básico e a ausência de mata ciliar nos rios e nascentes têm levado algumas regiões ao colapso. Segundo ela, o Sudeste é uma das que mais sofrem com as consequências desse cenário.
“A população desses estados perde o efeito regulador de clima proporcionado pelas florestas. É esse serviço que, no período de seca, faz com que a vegetação contribua para manter o nível dos lençóis freáticos e, na época de chuva, evita a erosão de encostas”, explicou. “Nunca tínhamos visto uma seca extrema no Rio Grande do Sul como tem ocorrido nos últimos anos, com produtores enfrentando problemas graves e tendo que receber água de caminhão-pipa”, completou. 

Malu Ribeiro disse que em todas as capitais dos 17 estados que abrangem a Mata Atlântica há rios contaminados. “A perda da mata ciliar tem gerado grandes contaminações provocadas por restos de metais pesados dos chorumes, substâncias que vêm de cemitérios e que o subsolo acaba levando para os rios”, explicou.

Nas áreas rurais, segundo ela, o problema é o uso intenso de agrotóxicos que acabam chegando aos rios, e, nas zonas urbanas, a falta de tratamento de esgoto, a poluição e os resíduos lançados a céu aberto. 

Nas cidades, segundo ela, os brasileiros não mostram preocupação com a escassez de água e nem com o desperdício. “É um luxo cultural negativo do Brasil, que acha que tem muita água. Precisamos lembrar que a água não é distribuída igualitariamente, por exemplo. A gente vive a cultura da abundância e do desperdício: canta no chuveiro, lava calçadas, brinca no tanque. Mudar esse comportamento é muito difícil”, disse. 

Para a bióloga, o novo Código Florestal pode representar uma ameaça ao bioma. A lei, aprovada há um ano, deve ocupar grande parte das discussões previstas para o sábado e o domingo no Ibirapuera e no auditório do MAM. 
Representantes de várias organizações não governamentais vão lançar uma campanha nacional com o lema “Cumpra-se”, pelo cumprimento do Código Florestal e a instalação do grupo de acompanhamento do código em São Paulo.

Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, explicou que o objetivo é mobilizar as pessoas para acompanhar a implementação da lei. Esta semana, a organização e outras entidades voltadas para as questões ambientais lançaram um observatório na internet que será usado para monitorar tudo o que está sendo feito nos estados, nos municípios e pelo governo federal, como o cadastramento dos imóveis rurais do país e a regulamentação dos incentivos financeiros para os produtores que preservam.

“Já que as regras estão valendo, queremos acompanhar a implementação. O CAR [Cadastro Ambiental Rural] tem dois anos para ser criado e quem vai implementar e quais são os gargalos? Queremos saber isso”, disse Mantovani.

“No caso da Mata Atlântica, temos uma lei específica, mais restritiva, que é o código para a região e que está valendo. Não permite, por exemplo, tirar um remanescente de floresta de secundário estágio sem fazer uma documentação mostrando claramente o interesse social e a utilidade pública da obra, como estradas”. 

Mantovani lembrou que cada um dos 17 estados tem dificuldades e características particulares. O Rio de Janeiro tem 90 mil propriedades para serem cadastradas. Na Bahia e no Paraná, o número de imóveis rurais chega a quase 400 mil.

“Em São Paulo, a questão da cana-de-açúcar é muito forte. Na Mata Atlântica, não há mais conversão de floresta para agricultura porque os locais disponíveis hoje são de difícil uso. Vamos ter que fazer um programa mais voltado para a regularização do que existe”, explicou. 

Edição: Carolina Pimentel

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Dia no Grande Rio: Ex-secretário punido
Responsável pela pasta do Meio Ambiente em Caxias foi condenado a um ano de prisão e multa  - NELSON MOREIRA

Rio - O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) condenou o ex-secretário de Meio Ambiente de Duque de Caxias José Miguel da Silva a um ano de prisão e multa.

Ele foi punido por não ter prestado informações cobradas pelo Ministério Público Federal num inquérito que investigou suspeitas de irregularidades na concessão de licença ambiental para uma pista de MotoCross em área da Reserva Biológica de Tinguá.

Silva, que foi secretário de abril a dezembro de 2008, no governo de Washington Reis, disse ontem que ainda não havia sido informado oficialmente da sentença, mas avisou que vai recorrer.


COLUNA DO ANSELMO – O GLOBO

Crime e castigo

O ex-secretário de Meio Ambiente de Duque de Caxias, RJ, José Miguel da Silva, foi condenado pelo TRF do Rio a um ano de prisão e multa por não ter passado dados ao MPF durante uma investigação em 2008.
O caso envolvia a autorização da prefeitura para construção de uma pista de motocross na Reserva do Tinguá.

Segue...

Rogério Nascimento, o procurador federal, ficou satisfeito com a decisão:

— Reafirmar que é crime obstruir as investigações do Ministério Público, intencionalmente, é uma importante vitória para a instituição e para a sociedade — diz.
Após protestos coordenados, Abin eleva risco para grandes eventos
Relato é feito diariamente por agentes infiltrados em ações populares convocadas pela internet ANTÔNIO WERNECK E GUSTAVO GOULART (EMAIL•FACEBOOK•TWITTER)

RIO — Boletim da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), emitido após as manifestações da última quinta-feira em quatro capitais brasileiras contra o aumento de passagens de ônibus, elevou o risco dos grandes eventos, do ponto de vista da segurança. Tanto para os jogos da Copa das Confederações quanto para a visita do Papa Francisco ao Rio, durante a Jornada Mundial da Juventude. Os líderes do movimento, identificados nas redes sociais, passaram a ser monitorados, assim como possíveis vínculos deles com sindicatos e partidos políticos.

O relato é feito diariamente por servidores infiltrados em manifestações populares. O grupo acompanha eventos convocados pela internet. Até mesmo pequenos protestos entram na alça de mira.

No Rio, a manifestação na Avenida Presidente Vargas, na hora do rush do fim de tarde, foi convocada pelo Fórum de Lutas contra o Aumento das Passagens, instalado no facebook desde 24 de outubro de 2012. Foi logo após o anúncio de que as passagens dos ônibus no Rio iriam ser reajustadas, o que acabou não acontecendo por causa de um pedido do governo federal para conter a inflação.

O fórum não é personalizado. Ele é administrado por integrantes de partidos políticos, por correntes do movimento estudantil, pela União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outros segmentos, o que dá à iniciativa um caráter nacional ao se integrar a manifestações em outros estados.
Estudante do 5º período de Ciências Políticas e coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes da UniRio, Tayna Paolino, de 21 anos, participa do movimento no Rio e avisa que na segunda-feira que vem haverá outra manifestação no mesmo lugar, com concentração marcada para as 14h na Candelária.

— Os movimentos são suprapartidários e se organizam de forma independente. Mas acabam tendo uma mobilização nacional por causa de seus integrantes. Não estamos lutando somente contra o aumento das passagens. Mas ele significa muito nesse contexto. Os empresários estão ganhando muito mais, e nossos direitos não estão sendo respeitados. Lutamos também contra a dupla função dos motoristas, que além de dirigirem estão atuando como cobradores; em favor do passe livre irrestrito para todos os estudantes, inclusive universitários, e desempregados; e pela estatização dos meios de transporte — contou.

Tayna disse que o horário do rush (18h) foi escolhido para a manifestação de propósito:

— Escolhemos essa hora (18h) para sermos ouvidos.


Leonardo Aguiar Morelli
Isso é que é visível, fora o invisível com escutas ilegais, rastreamentos,etc...

Sérgio Ricardo Ambientalista
Movimentos sociais tem sido "monitorados" (leia-se: VIGIADOS) por órgãos de segurança de governos! É o antigo SNI em ação. Olho vivo, cidadão.
Rio de Janeiro: cidade à venda?
Por Raquel Rolnik 

Depois de anunciar o projeto “Estação Patrocinada”, o Metrô Rio, concessionária que administra o metrô do Rio de Janeiro, teve que voltar atrás em seus planos de “vender” o nome das estações de metrô da cidade, que passaria a ser associado ao nome de empresas privadas. No dia 16 de maio, o governador Sérgio Cabral vetou a proposta, que, de acordo com a imprensa, havia sido idealizada pela empresa IMX, de Eike Batista. O site do Metrô Rio já tirou do ar todas as informações relativas ao projeto.

Em nota, a assessoria de imprensa da concessionária afirmou que “o projeto Estação Patrocinada não muda em absoluto o nome das estações, e sim permite a adoção comercial de cada uma. Destacamos que a receita acessória é revertida para o conforto dos usuários e ambientação das estações, conforme previsto no contrato de concessão.” A assessoria diz ainda que “os patrocinadores se comprometerão a oferecer serviços adicionais para os usuários nessas estações. [...] Desta forma, poderão surgir nas estações espaços de convivência, internet Wi-fi, ações culturais e exposições.” Parece que o que foi enterrado, portanto, foi apenas a possibilidade de associação do nome das empresas às estações.

Essa possibilidade de fato surpreendeu muita gente. Pelo visto, nem o governador aguentou. Vale a pena lembrar, porém, que desde o final de 2011, a SuperVia, concessionária privada que administra os trens suburbanos e o teleférico do Alemão, já deu início a uma iniciativa semelhante. Das seis estações do sistema, duas já tiveram seus nomes “vendidos”: Alemão-Kibon e Bonsucesso-Tim. Mas o fato é que estamos falando de coisa pública. Por serem administrados por concessionárias, o metrô, os trens e os teleféricos não são menos públicos. As concessionárias não são “donas” nem das estações, nem dos trens...

Catapultado pelo boom internacional de sua imagem, o Rio de Janeiro está passando por um intenso processo de transformações. Se por um lado o Brasil inteiro se alegra em ver a dinâmica positiva por que passa a cidade, com criação de empregos, geração de oportunidades e melhoria da autoestima dos cariocas, por outro, chega a ser assustador o sentido comercial e a selvageria privatizante dessas mudanças. Qual o limite da comercialização da cidade e de seus atributos? Até onde a publicidade pode tomar conta da cidade e se sobrepor aos agentes e processos que a constroem?

Depois do frenesi imobiliário (que tem expulsado muitos moradores da zona sul e do centro), depois de tantos recursos públicos transferidos para empresas privadas na PPP do Porto Maravilha, de remoções forçadas de favelas, da metáfora do processo em curso na cidade expressa no jogo Banco Imobiliário Cidade Olímpica (produzido pela Estrela com recursos da prefeitura), vender os nomes das estações de metrô pode até parecer normal... No limite, se a toada é esta, o próximo passo será vender os próprios cariocas?

Em tempo: Soube recentemente que a prefeitura do Rio teve que recolher as unidades do Banco Imobiliário distribuídas para as escolas públicas municipais e que o Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para investigar o contrato com a Estrela.

Fonte:   YAHOO! NOTICIAS

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Perigo no ar
O importante é não ficar parado e agir. Enquanto a água não ferver sempre teremos a chance de pular da panela e apagar o fogo

Para a maioria da população deve ter passado despercebida a informação de que a nossa atmosfera atingiu uma concentração recorde e inédita de 400 ppms (400 partes por milhão) nos níveis de CO2,o famoso dióxido de carbono. Muita gente pode ter pensado: “então, tá…”
Por não alterar a nossa realidade cotidiana – afinal, não altera o trânsito da cidade, não provoca aumento imediato no preço dos alimentos ou qualquer mudança nos índices de violência. Isso tudo é verdade, mas o que seria uma não notícia é, na realidade, uma das mais importantes novidades dos últimos tempos. Esse nível de concentração de CO2 significa que, segundo as previsões de mais de 2.500 cientistas de todo o mundo, reunidos pela ONU no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC em inglês), nosso planeta acaba de ultrapassar uma linha imaginária perigosa e está caminhando para um alarmante e desconhecido aquecimento.

Se tudo se confirmar, com esse aumento de temperatura, teremos menos terra para plantar alimentos; as águas dos oceanos irão invadir cidades; muitas espécies vão morrer por falta de capacidade para se adaptar a esses novos índices de calor e até mesmo é possível pensar num crescimento da violência, por que não?

Os especialistas do IPCC vão mais longe e classificam essa ultrapassagem dos 400 ppms como um patamar que coloca em risco a própria civilização conforme nós a conhecemos.

Temos reagido a esses fatos ligados às mudanças do clima, tais como a crescente ocorrência dos fenômenos climáticos extremos, quase que com total descrença. Coisas irrelevantes dignas de ambientalistas radicais e desocupados.

O comportamento preponderante assemelha-se ao do sapo na panela. Ao pular numa panela com água fervente, o sapo salta fora dela imediatamente. Ao contrário, quando a água da panela está fria com o sapo dentro e vai aquecendo lentamente, o sapo poderá morrer, pois vai tentando se adaptar até ser consumido pelo calor.

Em relação às ações que deveriam ser tomadas pela humanidade em geral, principalmente nos fóruns internacionais sobre mudanças climáticas, realizados anualmente, o que se vê é um interminável “jogo de empurra”, postergando as urgentes medidas capazes de reverter o quadro, indefinidamente. Digno do comportamento de um sapo feliz e saltitante dentro de uma panela com água prestes a atingir o fatal grau de fervura.

Nessas horas deveríamos nos perguntar e, claro, principalmente as nossas autoridades, o que deveríamos fazer para tentar de alguma forma mudar essa realidade. O desenvolvimento não sustentável que muitas vezes produz o supérfluo destruindo o essencial é um dos grandes responsáveis por esse estado de coisas.
Não será mais possível manter essa lógica de desenvolvimento, uma visão distorcida baseada no acúmulo de bens materiais e na consequente emissão de gases de efeito estufa em proporções inéditas e perigosas.

Mas de nada adiantam reações pouco produtivas, negligentes por um lado ou alarmistas de outro. Melhor é começar um processo de mudanças de comportamento e de valores. Consumir de maneira consciente e apenas o necessário, usar menos o carro que queima combustíveis fósseis, alguns dos principais responsáveis pela emissão de gases que contribuem para o aquecimento global e reduzir o uso de energia e água evitando desperdícios, entre outras ações sustentáveis. Claro que mais importante ainda é pressionar nossas autoridades governamentais e empresariais a adotar atitudes sustentáveis e investir decididamente em atividades ligadas a economia de baixo carbono.

No caso das empresas, além de buscarem reduzir os impactos causados por suas atividades, elas também podem compensar algumas das emissões dos gases de efeito estufa, por meio do plantio de árvores que absorvem carbono durante o seu crescimento.

Uma dica é consultar o trabalho realizado por diversas organizações e empresas que realizam esse trabalho. Uma delas é a ONG Iniciativa Verde que faz restauro florestal com espécimes da Mata Atlântica prioritariamente em áreas de mananciais. (www.iniciativaverde.org.br).

O importante é não ficar parado e agir. Enquanto a água não ferver sempre teremos a chance de pular da panela e apagar o fogo.

* Reinaldo Canto é jornalista especializado em Sustentabilidade e Consumo Consciente e pós-graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento. Passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do País. Foi diretor de comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos. Atualmente é colaborador e parceiro da Envolverde, professor em Gestão Ambiental na FAPPES e palestrante e consultor na área ambiental.